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  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

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  Veja os comentários de Fernando Sampaio (RJ) a respeito de fiação sólida e aterramento do neutro.
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OTIMIZANDO UM SISTEMA DE SOM
PARTE 3: Depois da Acústica, o que vem?

Acústica

 Jorge Knirsch

Introdução

Com esta série de artigos pretendemos analisar os aspectos básicos envolvidos na reprodução eletrônica da música. Para isso, estamos incluindo, além do equipamento propriamente dito, fatores como: a sala, a energia elétrica e o aterramento. O nosso objetivo último é proporcionar-lhes algumas ferramentas adicionais para que possam otimizar os seus próprios sistemas de som, elevando assim o nível da reprodução musical.
     Nas duas primeiras partes desta série tratamos, ainda que de forma bem abrangente, do fator que mais influencia a reprodução sonora: a sala. Dissemos que, como a maioria das nossas salas é pequena, a influência que elas exercem sobre o resultado final chega a ser de 50 a 70%, independentemente do equipamento que estivermos utilizando. Numa sala pequena, mesmo com “o melhor equipamento do mundo” não conseguiríamos de forma alguma obter um som a altura. Poderíamos investir pesado em equipamentos e mesmo assim não atingiríamos o som desejado. Isso porque, nas pequenas salas, o tratamento acústico é decisivo para o resultado final. Levei 19 anos como audiófilo, “quebrando a cabeça” como engenheiro eletrônico, para finalmente ter “o estalo” que me levou a esta constatação irrefutável: o fator sala é vital! Acho que o que mais me confundiu durante todo este tempo foi o fato de eu ter acreditado que minha sala fosse bastante adequada para o som. Afinal, ela não me parecia tão pequena assim (tem aproximadamente 70 metros cúbicos) e, além do mais, suas dimensões são privilegiadas (pois se aproximam das tais medidas de ouro(*1)). Entretanto, depois de tantos embates, hoje estou convicto de que, a menos que a nossa sala tenha um volume considerável, digamos superior a 100 metros cúbicos (*2), a influência negativa que exercerá sobre o resultado sonoro será danosa, pois ela com certeza estará limitando e muito o desempenho do nosso sistema.
     Todavia, tratar acusticamente uma sala não é colocar uma espuma aqui e outra acolá. E preciso se fazer um estudo em maior profundidade das superfícies refletoras (paredes da sala), através de várias medições acústicas, para se levantar a problemática do local. A partir daí, em alguns locais específicos, provavelmente haverá a necessidade de se colocar materiais apropriados para se absorver as ondas sonoras. Já em outros locais, as ondas sonoras talvez precisem ser difundidas (refletidas) ou, quem sabe, deverão ser refratadas (modificadas na sua forma e refletidas). Para este trabalho, recomendo-lhes consultarem um engenheiro de acústica idôneo, pois assim vocês irão obter um resultado adequado. E interessante que, com a sala tratada, mesmo um equipamento eletrônico de nível médio já permitirá um resultado sonoro final surpreendente. E o que é mais chocante é que, no cômputo geral, esta forma de procedimento, além de sair mais barata, garante um resultado sonoro muito melhor!!
    
Nos dois últimos artigos lhes dei alguns conceitos básicos que deverão nortear o tratamento acústico de sua sala.


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Relatando de forma resumida, quero lhes indicar aqui as quatro formas de ondas acústicas que podemos ter em uma sala:

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   As Quatro Ondas Acústicas

As Ondas Diretas — São as ondas que, saindo das caixas acústicas sem reflexões em nenhuma das paredes da sala, atingem diretamente o ouvinte. Estas são as ondas mais importantes para se obter uma boa reprodução sonora.
         As Primeiras Reflexões — São aquelas ondas que saem das caixas e, após se refletirem em uma das paredes, atingem o ouvinte. Portanto, são aquelas ondas que atingem o ouvinte logo após as ondas diretas, apenas após um pequeno espaço de tempo, se confundindo com as ondas diretas. Elas são muito prejudiciais para o resultado final, principalmente em salas pequenas, pois deterioram o palco sonoro, o equilíbrio tonal e a organicidade da reprodução. Uma observação: para não reforçar estas primeiras reflexões, não coloque as caixas muito próximas das paredes!
         As Ondas Reverberantes — São as ondas que, após se refletirem algumas vezes entre as paredes, atingem o ouvinte. Estas ondas criam um som difuso, retirando a nitidez daquilo que se ouve. Elas são muito prejudiciais em auditórios e teatros, mas, em salas pequenas, um discreto campo reverberante pode até ajudar na formação do palco sonoro. Estas ondas trazem volume ao som, permitindo que o equipamento possa trabalhar num volume mais baixo, uma vez que o som naturalmente já se apresenta numa boa altura.
         Ondas Estacionárias — São criadas por muitas reflexões de ondas de baixas freqüências (abaixo de 160Hz). São determinadas pelas medidas da sala, ou seja pelo comprimento, largura e altura. Estas ondas precisam ser eliminadas por absorvedores específicos como absorvedores de membrana ou absorvedores de Helmholtz, também chamados de absorvedores de volume. Os tão falados “bass traps” , só atuam nos médios e agudos, não absorvendo graves como se imagina normalmente.
         Vamos agora ao segundo fator mais importante, pela sua influência, na reprodução sonora.

O Segundo Fator

Este segundo fator que mais influi na reprodução sonora, por não ser evidente à primeira vista, com certeza gerará muita polêmica. Ele consegue confundir muito alguns e desnortear de forma geral uns tantos outros. Poucos fabricantes de equipamentos de som o levam a sério, mas, principalmente no áudio “high-end”, há aqueles que já o reconhecem como sendo o mais importante fator de sucesso para a parte eletrônica dos aparelhos, quando corretamente analisado. Alguns de vocês, talvez intuitivamente, já tenham descoberto quem ele é. Mas, vejamos!!
         Vamos nos reportar a algumas situações que podem vir a ocorrer e, quem sabe, você vai constatar que já se deparou com alguma delas ou talvez já ouviu falar algo a respeito.
         Um certo dia, daqueles pesados, quando você sai do trabalho mais cedo, ainda em horário comercial, chega em casa cansado e ávido por um momento de descontração e paz... você conhece isso? Liga o seu equipamento de som para escutar pelo menos um pouquinho, pois já está de saída para mais um compromisso e... algo lhe chama a atenção: o equipamento está tocando um trecho de um CD que você conhece bem, você volta o trecho e comprova que, de fato, um certo detalhe da música lhe soa num volume mais baixo do que o normal. Que estranho! Por que está tocando em menor intensidade, se você não mexeu no botão do volume? Você se senta para ouvir mais atentamente e percebe que, na verdade, todo o som está diferente, mais chapado, com uma perda notável do palco sonoro. O que será que aconteceu? Será que alguém mexeu na fiação? Você vai ao equipamento, olha, analisa, mas tudo está do jeitinho que você havia deixado na noite anterior. Será que é porque o ruído de fundo à noite é menor e o ambiente fica bem mais silencioso, que a percepção sonora se torna muito mais apurada do que de dia? O fato é que você está perplexo, mas não acha uma explicação razoável para o que está ocorrendo!
        
Uma outra situação, talvez um tanto inusitada, é quando você e seu amigo, também audiófilo, têm o mesmíssimo equipamento, pré, power, cabos, tudo igual, salas semelhantes, ambas não tratadas acusticamente, mas, por um motivo inexplicável, o som do seu amigo é um pouco melhor do que o seu. E claro que não pode ser uma questão de pé frio, pode? Claro que não!!
         E agora uma outra situação: vamos supor desta vez que você tenha mudado de residência. Depois de montar todo o seu equipamento (absolutamente o mesmo da casa antiga) na nova sala, que tem medidas semelhantes à antiga ou até mesmo um pouquinho maiores do que as dimensões da sala antiga, você liga o som e se assusta com o resultado: está muito pior do que o da casa antiga!! Parece absurdo! O som está mais chapado e você constata haver mais granulado nas notas da música. O que será que aconteceu? Confere todas as ligações e verifica que tudo foi ligado corretamente. Você fica encafifado e sem explicação. Após algumas semanas, você percebe mais uma diferença interessante: todos os aparelhos trabalham com uma temperatura maior do que o faziam na casa antiga. Eles estão agora alguns graus Celsius mais quentes do que antes. Por que? O que estaria acontecendo?


Conclusão

A origem de todos os problemas descritos acima está, sem dúvida, na energia elétrica que recebemos em nossas casas. Ela é a razão do nosso sistema reproduzir muito melhor à noite do que de dia. Inclusive é ela quem causa diferenças de temperatura nos equipamentos, conforme o lugar onde forem ligados. Veremos isto melhor nos próximos artigos. É importante ressaltar que, quanto mais “high-end” são os nossos equipamentos de som, mais evidente se torna a influência negativa da rede elétrica.
         A energia elétrica vem da tomada das nossas casas em forma de uma tensão senoidal, com uma freqüência de 60 Hz. Como vocês sabem, existem vários valores para a tensão, como 110 (caindo em desuso), 115, 120, 127 V, ou então 220 e 230 V entre fase e neutro ou também entre fase e fase. Acontece que, junto com esta tensão, vêm uma porção de coisas indesejáveis, como harmônicos e transientes (também chamados de “spikes”), que deterioram o nosso som. Mas vamos continuar falando sobre isto ainda em uma outra oportunidade.
         Quero mencionar aqui outros dois fatores muito importantes, não necessariamente correlacionados com a energia elétrica, mas também muito relevantes para um sistema de som: o aterramento e aquelas vibrações que atuam sobre os equipamentos. Minhas últimas pesquisas mostraram uma influência muito grande do aterramento sobre o equilíbrio tonal do sistema, fato este que me deixou estarrecido, uma vez que, no Brasil, o aterramento é uma prática totalmente desprezada.
         Bem, temos muito que contar para vocês. Na próxima parte deste artigo vamos falar da energia elétrica, seus malefícios e a forma como poderemos evitá-los. Depois disto, pretendemos falar de aterramento e sistemas antivibratórios.
         Um abraço a todos e ... boa audição!

(*1). As medidas de ouro, que são as relações de medidas 1 : 1,6 : 2,5 não são mais consideradas ideais para salas de audição, devido a falta de graves abaixo de 35Hz e de ressonâncias triplas em torno de 70Hz.
            (*2). Hoje consideramos salas pequenas as que vão até 100m3 e salas médias as que vão até 200m3. Acima deste volume são salas grandes, mais adequadas para a boa reprodução de som. 

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