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  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

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  Veja os comentários de Fernando Sampaio (RJ) a respeito de fiação sólida e aterramento do neutro.
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O Áudio e o Pinheiro
2.º Parte

Áudio

 Jorge Knirsch

 

Introdução 

 

Após todas aquelas brincadeiras, que fizemos no nosso último artigo, sobre as diversas “espécimes raras” dos amantes do áudio e vídeo, entre as quais havíamos mencionado aqueles que conseguem ouvir variações timbrísticas do mugido do boi etíope nas casas dos amigos (os do tipo “audiófilo entendedor”), pessoas essas muito em voga atualmente, ou brincávamos com aqueles que, convictos de “finalmente terem feito a aquisição definitiva”, após um tempinho de nada já estão impulsivamente se enveredando a uma nova troca de aparelho... (os do tipo “audiófilo trocador”), espécime que, de rara aparição, já está passando a ser praga, pois é a classe que mais cresce hoje no mundo do áudio e do vídeo no globo todo. Queremos agora neste artigo enfatizar que cada um de nós precisa urgentemente definir para si mesmo o objetivo que quer alcançar na reprodução do som e da imagem. E se você se determinou a chegar o mais próximo que puder do topo do pinheiro, continue esta leitura, pois acho que poderemos ajudá-lo a seguir o caminho mais curto entre os vários possíveis (pois, como diz o ditado: todos os caminhos levam a Roma). Caso contrário este artigo não lhe será útil, uma vez que poderá mudar suas certezas e verdades, deixando-o sem sustentação e aí a sua posição na copa verde do pinheiro poderá vir abaixo! Não é este o nosso objetivo aqui! Só pretendemos ajudá-lo a aproximar-se do topo do pinheiro de uma forma mais segura e econômica, do que aquela que percorremos nestes 25 anos de áudio, poupando-o de certos percalços que enfrentamos ao longo do tempo, muitas vezes ingênuos e malfadados. Evidentemente, para isso, será necessário um forte querer da sua parte, senão tudo será por nada! A vontade própria move montanhas e elimina obstáculos!

        Definido o objetivo de cada um, teremos que fixar um plano para conhecermos a música “ao vivo”, pois somente através deste conhecimento conseguiremos um referencial auditivo confiável que orientará nossos passos futuros. É importante, fundamental mesmo, que esta música “ao vivo” seja sem eletrônica alguma, para não criarmos outros problemas mais sérios para os nossos ouvidos. É evidente que, mesmo “ao vivo”, haverá grandes diferenças entre os vários ambientes que iremos freqüentar. Os lugares grandes, como uma orquestra na Sala São Paulo,ou uma opera no nosso Teatro Municipal, ou então um coro (vozes) na catedral de São Bento em São Paulo e outros, serão os mais reverberantes e, em contrapartida, os salões pequenos como, por exemplo, o de um barzinho, são os que mostrarão mais as primeiras reflexões. Apesar das várias facetas que o som “ao vivo” possa apresentar, ele sempre será um referencial marcante quanto ao timbre e naturalidade, tanto dos instrumentos quanto das vozes, mais musical e orgânico e muito diferente do som eletrônico. Sempre será o melhor referencial auditivo, no qual poderemos nos basear em todas as épocas! 

 

© 2004-2008 Jorge Bruno Fritz Knirsch
Todos os direitos reservados
http://www.byknirsch.com.br

 

 

O  Fundo  do  Poço

 

Quando fixamos o objetivo de ouvir a música “ao vivo” e o perseguimos firmemente, indo a salas de concerto, teatros, barzinhos, ou a casas de shows com certa regularidade (precisamos ser um pouco boêmios para isso!), dois fatos estranhos começam a ocorrer conosco. O primeiro, muito interessante, que já se passou com vários amigos nossos e comigo também, é que deixamos de ter prazer em ouvir o nosso sistema! Ligamos o equipamento, ouvimos um pouco e aquilo que escutamos não nos agrada mais e, em seguida, desligamos. Por que isso ocorre? Estamos falando que, para ouvir música reproduzida, é necessário ouvir muita música “ao vivo”, mas agora que estamos fazendo isto, passamos a ligar o nosso sistema menos do que antes! O que estaria acontecendo? É que está ocorrendo conosco um processo de educação auditiva (em parte até frustrante e dolorido) e agora estamos percebendo as diferenças que existem entre a música tocada “ao vivo” e o nível de reprodução do nosso sistema. Estamos começando “a cair na real”, como se diz, de forma elegante, para não ferir suscetibilidades, e a perceber qual o verdadeiro nível de reprodução do nosso sistema. Inclusive, estamos começando a nos enxergar corretamente e a nos localizar em algum ramo do pinheiro, que nem desconfiávamos... Quando passamos a conhecer o topo do pinheiro (música “ao vivo”) fica muito mais fácil saber em qual ramo da árvore estamos situados. Muitas falsas verdades a respeito do nosso equipamento caem por terra! E este novo conhecimento, conforme o caso, pode nos decepcionar e muito! Não importa se gostamos de jazz e, digamos que, na nossa cidade só dá para ouvir música clássica, ou vice-versa. O aprendizado auditivo vai ocorrer, de uma forma ou de outra e nossa memória auditiva começa a se formar! Neste momento, recomendo-lhes que vejam as várias metodologias que existem no mercado, como o da revista americana The Absolute Sound, ou da AUDIO alemã, pois será importante fixar o que vem a ser: equilíbrio tonal, resolução, palco sonoro, dinâmica, transientes, textura, transparência, corpo harmônico, organicidade e musicalidade. Estes conceitos vão nos ajudar a amadurecer auditivamente. E, como estamos nos expondo à música “ao vivo” , estamos também tendo o privilégio de poder discernir o timbre correto dos instrumentos (este privilégio somente tem quem escuta “ao vivo”!). E este é um dos parâmetros mais difíceis de serem reproduzidos em casa, após a dinâmica! Mas não vamos desanimar! Na verdade, agora temos um grande trunfo: sabemos onde estamos! E isto já vale muito! A maioria nem sabe onde se encontra! E olha que tem amantes do áudio graúdos totalmente perdidos!

A partir daí, um segundo fato pode vir a ocorrer conosco: o de sermos atingidos por um certo desespero e, impulsivamente, começarmos a trocar equipamentos a esmo, com a grande esperança de conseguirmos diminuir a distância entre o som “ao vivo” e o som reproduzido. Para a maioria de nós, que continuamos a ouvir “ao vivo”, estas iniciativas não nos conduzirão a uma solução satisfatória e passamos a ter a sensação de estarmos no “fundo do poço”, pela frustração que o mau resultado da nossa reprodução sonora nos traz. Não é fácil! Agora conhecemos a música “ao vivo” e constatamos que na verdade o nosso sistema está muito... mas muito longe do ideal e do real. O nosso palco sonoro não tem o foco e nem os recortes necessários, (talvez nem exista palco sonoro e o som esteja mesmo saindo das caixas!), a dinâmica e os transientes estão aquém do esperado, a textura é muito pobre, o corpo harmônico embola totalmente lá embaixo e com tudo isso, falta-nos a musicalidade e a organicidade, tão procuradas. Reconhecemos que estamos longe da música “ao vivo” e, o que é pior, descobrimos que trocar equipamentos pura e simplesmente também não resolve o problema. E a diferença que constatamos no timbre nem dá para falar! Conclusão: chegamos ao ponto em que devemos parar um pouco e pensar. Recostemo-nos na cadeira e reflitamos! 

 

A Acústica

 

E agora nos vem uma pergunta muito importante: o que, na lei do mínimo esforço, poderíamos fazer para gastar menos e obter a maior subida possível rumo ao topo do pinheiro? Aqui, sem dúvida, para qualquer nível em que o nosso equipamento de som e imagem esteja, a resposta sempre será: a acústica. E não o equipamento! Isto porque,  a acústica quando bem realizada, garante pelo menos em torno da metade do nosso resultado sonoro, ou seja, ela nos proporciona pelo menos metade do que precisamos para chegar ao topo do pinheiro! Poderemos gastar uma fortuna em equipamentos, mas, se não melhorarmos a acústica, o nosso resultado final não passará da metade da altura do pinheiro! O nosso palco sonoro não terá o recorte, o foco e a localização espacial que encontramos no teatro ou no concerto, o equilíbrio tonal, e a textura não estarão otimizados. E a dinâmica, ao contrário do que muitos pensam, depende em grande medida da localização das caixas acústicas na sala tratada e não propriamente do equipamento e das caixas acústicas em si (tendo como premissa um bom casamento entre o power e as caixas). Por exemplo, se a ressonância da sala, que normalmente ocorre em baixa freqüência, não for fortemente reduzida ou eliminada, seremos obrigados a posicionar as nossas caixas de forma tal, que não haja reforço dos graves e com isto, via de regra, acabamos perdendo muita dinâmica, pois a dinâmica do sistema depende em muito da posição correta das caixas acústicas na sala tratada. Fala-se muito em equipamentos e sua dinâmica e se esquece muitas vezes que a maior parte da dinâmica vem, na verdade, de uma sala tratada (sem a ressonância nas baixas freqüências), com um correto posicionamento das caixas acústicas neste ambiente. Como vocês vêem, é muito complexa a inter-relação entre a reprodução sonora e a sala, independentemente do nível do nosso equipamento.

Nós já escrevemos diversos artigos sobre o assunto, que já estão no site. Portanto, obter conhecimento sobre acústica e realizar um tratamento acústico é muito importante para quem quiser chegar ao topo do pinheiro. Seria bom nos aprofundarmos a respeito do assunto, checando as informações em fontes diferentes e fidedignas. Também procurar literatura a respeito é muito válido. Outra alternativa é contratar um engenheiro acústico competente para fazer o projeto e a instalação dos aparatos acústicos. Valerá a pena investirmos nesta área, pois gastaremos menos e o nosso equipamento soará melhor (sem precisarmos trocá-lo). Realizando o tratamento acústico ocorrerá uma grande valorização do nosso sistema! Caso contrário, já iremos ficar pelo meio do caminho na nossa escalada ao topo do pinheiro! E, para aqueles que não o realizarem no momento, por qualquer motivo que for, terão grandes dificuldades de chegarem ao topo do pinheiro!!!

 

 

E agora José?

 

               E agora que o tratamento da sala já está definido e em andamento, como deveremos continuar? Qual o próximo passo a ser dado, para que avancemos um pouco mais em direção ao topo do pinheiro, pelo menor custo possível? Na nossa opinião a energia elétrica é o segundo parâmetro mais importante na reprodução sonora e na reprodução da imagem. Porém, a sua otimização tem que ser feito com muito critério, pois não é colocando qualquer aparelho de filtragem que ocorrem melhorias. Bem ao contrário: normalmente a maioria de aparelhos que prometem melhoria de som e imagem normalmente a deteriora, principalmente os tão aclamados no breaks e estabilizadores. Aqui a regra: Menos é Mais é uma verdade incontestável!! É melhor não colocar nada na rede elétrica do que ter um mau filtro! E antes de colocar qualquer aparelho de filtragem recomendo revisar e otimizar a fiação elétrica que faz uma enorme diferença! No nosso site tem inúmeros artigos que versam a respeito deste assunto, inclusive dos aparelhos de filtragem da rede elétrica.  Bem, na nossa opinião, após termos acertado a acústica e a parte elétrica,  precisaremos agora identificar qual o elo mais fraco do nosso sistema. Este elo mais fraco, ou seja, o equipamento que apresentar a menor qualidade de reprodução, entre todos os do sistema, é o que estará limitando o nosso resultado final. Poderá ser qualquer um dos aparelhos, ou até mesmo o tipo de cabo que estivermos usando. Por que devemos identificá-lo? Porque ao substituí-lo por outro de nível bem superior, a melhoria será bastante evidente, com uma nítida otimização do som e da imagem. Portanto, a arte do progresso sonoro agora será descobrir qual o elo mais fraco do sistema! Confesso que esta não costuma ser uma tarefa muito fácil não! Ela nos exigirá muita paciência e conhecimento. Mas há algumas maneiras de atuar que nos ajudarão a detectá-lo.

        Todos nós temos um círculo de amigos audiófilos/videófilos e estes, via de regra, possuem diferentes aparelhos, que poderão ser experimentados nos vários sistemas, uns dos outros. A prática de ouvir nosso aparelho na casa do amigo, ou vice-versa, é muito boa, porém com alguns cuidados e considerações: teremos que levar em conta o valor total do nosso sistema e o valor total do sistema do nosso amigo, o valor do aparelho substituído e o do substituindo, além das avaliações da crítica especializada a respeito dos dois aparelhos e também, sem dúvida, deveremos considerar os nossos ouvidos e os do nosso amigo, já em fase de afinação, pela música “ao vivo” que estaremos escutando. Teremos que procurar, de forma geral, trazer para testar no nosso sistema, aparelhos de maior valor aquisitivo e mais evoluídos do que o nosso.

Aqui a afirmação tão em voga, de que o nosso é o melhor, simplesmente cai por terra e deixa de existir, pois acho que devemos nos unir para encontrarmos, em conjunto, a melhor forma para chegarmos mais perto do topo do pinheiro. Costumamos recomendar para teste, aparelhos com valor em torno do dobro do valor do nosso aparelho, ou então de valor mais alto. Por que isto? Para que tenhamos alguma garantia de que realmente estaremos fazendo um “up grade”. Pois se pegarmos uma lista de aparelhos testados, de uma revista especializada, nacional ou importada, veremos que, para uma mesma quantidade de estrelas ou de pontos que indicam uma certa qualidade sonora ou de imagem, o valor destes aparelhos chega a variar, de forma muito geral, onde o valor maior pode chegar a ser o dobro ou um pouco mais do dobro do valor menor. Considerando e supondo que temos feito excelentes aquisições, escolhendo sempre os melhores aparelhos para uma dada quantidade de pontos (que correspondem a certa qualidade sonora/imagem), pelo menor preço, os assim chamados “best buy” da referida classe, se não escolhermos agora um aparelho substituto que tenha pelo menos o dobro do preço do nosso, não estaremos na realidade fazendo “up grade” algum. Estaremos, sim, apenas trocando seis por meia dúzia! E este não é nosso objetivo! Esse tipo de milagre, que alguns procuram, não existe! E não adianta insistir! Se neste momento não der para investir no montante necessário, é melhor aguardar! Espere até poder adquirir a quantia necessária, aproveitando esse tempo para aprofundar os estudos e as audições quanto aos aparelhos em questão. Quanto mais nos empenharmos e nos informarmos, melhor será o resultado final! E a nossa satisfação crescerá! Fazendo “up grades” desta forma, procurando escolher aparelhos com pontuações mais altas do que o anterior, o próximo elo mais fraco da cadeia passará a ser um outro equipamento. E para avançar um pouco mais, teremos que recomeçar o processo novamente, mas agora num caminhar seguro, firmado em progressos significativos, com ouvidos mais afinados.

 

 

Conclusão

 

À medida que formos percorrendo este caminho, em algum ponto, a energia elétrica e o aterramento irão se tornar o elo mais fraco do sistema. E algo a respeito disso também terá que ser feito, para não criarmos novas limitações que não venham dos equipamentos. A respeito destes dois itens, já publicamos inúmeras matérias, inclusive permitindo aos nossos leitores uma implementação efetiva de um bom aterramento. A mesma coisa também vai valer para as vibrações, das quais falaremos em futuros artigos.

Em suma, mostramos aqui como o aprendizado auditivo ocorre, ouvindo música “ao vivo”, quando passamos então a ter um referencial auditivo mais correto e a partir daí, gradativamente, conforme a emoção for permitindo, vamos nos conscientizando do real nível do nosso sistema, seus pontos fortes (provavelmente poucos) e seus pontos fracos (talvez muito mais do que supúnhamos). Em seguida, sugerimos um procedimento para analisarmos o nosso sistema como um todo, a fim de detectarmos qual o seu elo mais fraco: isto através de audições com substituições de equipamentos e também com a orientação das revistas especializadas, quando então poderemos tomar decisões mais corretas para as próximas aquisições. Objetivo: chegarmos o mais próximo possível ao topo do pinheiro!!

No próximo artigo, gostaria de analisar junto com vocês uma classe de equipamentos com determinada pontuação, por exemplo, caixas acústicas e amplificadores de potência, tecendo comentários também sobre o fator de compatibilidade entre eles. Pretendo fazer isso apoiado na revista alemã AUDIO, com os produtos do mercado europeu.

          Coloco meu e-mail à disposição de vocês: jorgeknirsch@byknirsch.com.br  

 

 Até a próxima e aquele abraço!! Sempre avançando firmemente em direção ao topo do pinheiro!

 

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