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  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

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Número 37

Transformadores

Elétrica

  Jorge Knirsch

 Precisamos deles?

Tem-se escrito e falado muito sobre transformadores. Nós mesmos já escrevemos muitos artigos sobre este tema. Eis alguns deles:  

Os Equipamentos de Filtragem da Energia Elétrica.

 

A Rede Balanceada e o Áudio/Vídeo. Funciona Mesmo??

 

Transformador, um Mal Necessário

 

Otimizando um Sistema de Som. (Parte 5)

 

Palestra: Os Harmônicos da Energia Elétrica no Áudio

 

Comparação com Produtos Similares

 

Existem algumas posturas radicalmente contrárias ao uso de transformadores em sistemas de áudio e vídeo, para a adequação da tensão elétrica para a alimentação dos nossos sistemas. Porém, esta postura carece totalmente de fundamento e não passaria por uma análise crítica, nem técnica e nem de audição. Reparem que a energia elétrica, para chegar às nossas casas, passa por pelo menos três transformadores. De forma geral, o primeiro fica localizado logo após a geração da energia, por exemplo, logo após a usina hidroelétrica, justamente para elevar a tensão, de forma que a linha de transmissão possa transportá-la até o local de consumo. O segundo fica nas sub-estações das cidades, quando a tensão é abaixada para a média tensão para fazer a distribuição pelos bairros. E o terceiro é colocado em algumas regiões, dentro dos bairros, para transformar a tensão abaixo de 600V que, dependendo da região do Brasil, adquire um certo valor. (os valores podem ser 220, 230 ou 240V fase-neutro ou fase-fase, ou então 110, 115, 120, 125 e 127V fase-neutro)

 Por outro lado, a grande maioria dos nossos aparelhos, no seu interior, possui um transformador logo na entrada de energia. Portanto, concluindo, o uso de transformadores, como estamos vendo, é corriqueiro e normal em inúmeras aplicações na indústria, no áudio e nas instalações elétricas de forma geral. Eles são  muito necessários e sem eles não teríamos a energia elétrica à nossa disposição. Assim, ser contra o uso de transformadores no áudio é ter adotado uma postura equivocada, totalmente sem fundamento.

Agora, notem bem, existem transformadores e transformadores! Há diferenças de projeto marcantes que, com certeza, irão também influenciar de maneiras bem diferentes a qualidade sonora. Três parâmetros, de forma geral, podem definir a qualidade de um transformador, e podem nos proporcionar parâmetros seguros de avaliação:

  1. A qualidade dos materiais empregados na sua fabricação. A qualidade do fio nu, envernizado, e a qualidade das chapas magnéticas determinam, em conjunto com o projeto, a qualidade final do produto. Alguns fabricantes usam alumínio para confeccionar o fio, que, no caso do áudio, não é recomendado. O melhor fio para nós é o fio sólido de cobre, envernizado, com a mais alta pureza possível e com uma alta classe térmica de isolação. Com relação às chapas magnéticas, quanto mais linhas magnéticas tiverem, melhores serão. Estes parâmetros são os mais difíceis de serem conferidos, pois dependem de informações dadas pelos fabricantes.

  2. O peso do transformador associado à potência dele é o segundo parâmetro a ser avaliado. Normalmente, de forma geral, quanto mais pesado, melhor é o transformador, isso dependendo  da qualidade da chapa magnética. Devemos atentar para alguns casos, onde são usadas chapas de aço-silício de baixa qualidade (com menos de 12.000 Gauss de linhas magnéticas) que aumentam o peso do aparelho e não necessariamente melhoram a qualidade sonora do mesmo.

  3. E, finalmente, a variação de temperatura que o transformador atinge na potência de placa. A norma brasileira permite um ∆t em torno de 70°C. E, por exemplo, nossos transformadores apresentam um variação máxima de 35°C na potência máxima.

O resultado sonoro de um transformador corretamente projetado e utilizado, colocado em um sistema, normalmente é neutro. Quando o projeto torna-se mais econômico podem apresentar colorações no médio baixo, tornando o resultado sonoro até muito agradável, mas incorreto.

Em que casos devemos usar um transformador?

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            No áudio existem duas principais situações que requerem o uso de transformadores:

  • Quando o sistema for na tensão de 120V e a tensão nominal disponível for 230V. Neste caso, deveremos usar um transformador abaixador de tensão, de 230V/120V, na potência requerida para o sistema em questão. Será importante verificarmos o tipo de tensão de 230V disponível. Se for fase-fase, deveremos usar o transformador isolador. Se for fase-neutro,  usaremos o autotransformador. (Vejam mais informações a respeito deste assunto nos artigos mencionados).

  • Quando o sistema for na tensão de 120V e a tensão nominal disponível for em 127V. Os equipamentos importados em 120V não possuem uma tolerância que possam absorver a tolerância nacional dos 127V nominais. Neste caso, recomendamos, para não reduzir a vida útil dos equipamentos, um autotransformador adaptador de 130V para 115V. Isto é mais importante ainda para equipamentos importados que possuem uma tensão nominal de entrada de 115V. Outro aspecto muito importante que precisamos atentar é de que, se alimentarmos um aparelho com uma tensão mais baixa do que a sua nominal de entrada, isso não prejudicará seu desempenho e também não haverá prejuízo para o som, ao contrário, quando o alimentarmos com tensão mais alta, acima da nominal, pode ocorrer uma redução da sua vida útil.

             Outra informação importante: normalmente, o transformador não é um componente de proteção, como muitos imaginam. O nome de transformador isolador às vezes pode nos levar a um engano. O fato é que, o transformador isolador, como todos os outros tipos de transformadores, deixa passar todos os transientes, oscilações e variações de tensão que houverem na entrada. O nome isolador vem pelo fato do aparelho conter um primário independente do secundário, porém isto não lhe dá as características necessárias para realizar qualquer tipo de proteção.
          
  Aquele abraço a todos e boas audições!!

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