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  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

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  Veja os comentários de Fernando Sampaio (RJ) a respeito de fiação sólida e aterramento do neutro.
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Número 83

Equipamentos e Cabos

  Wram R. C. Accorsi
wrax@ig.com.br

Caixas Acústicas


          No momento de escolher um sistema de áudio, o audiófilo se depara com vários tipos diferentes de caixas acústicas, que o mercado high-end lhe oferece.

Os principais tipos, ao nosso dispor, são as cornetas, as caixas planares (eletrostáticas e eletrodinâmicas) e as caixas de cones, além de alguns tipos “exóticos” que não se encaixam em categorias preestabelecidas. É interessante lembrar que todos estes tipos de caixas surgiram nas décadas iniciais do século XX, quando os Laboratórios Bell e seus contemporâneos patentearam muitas das soluções físicas que vêm se perpetuando até os dias de hoje.

 

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Abordarei as caixas de corneta em primeiro lugar, por serem muito antigas e por seu princípio físico constituir o ouvido humano em reverso, ou seja, elas nada mais são do que o ouvido externo humano realizado em grande escala e tendo, em seu centro, o diafragma emissor (driver) ao invés do tímpano. Estas caixas primam pela grande eficiência, ou seja, aproveitam muito bem poucos watts do amplificador, para produzir um som de alta intensidade, o que é um ponto ao seu favor. Mas apresentam um aspecto desfavorável, por pedirem geralmente salas grandes e certa distância, para que o som de suas várias cornetas possa se integrar corretamente na posição do ouvinte.

Já as caixas planares eletrostáticas são painéis de material sintético que trabalham como “grandes capacitores” elétricos. Têm, como vantagem, o fato de que produzem agudos muito bonitos, em termos de timbre, com grande delicadeza, finesse, “ar”, leveza e velocidade.

 O problema eventual destas caixas é que este alto desempenho geralmente não se verifica na região dos graves, o que faz com que tenham de ser “híbridas”, necessitando adotar woofers convencionais. E essa transição do som, em relação às partes altas, destoa, pois é facilmente percebida pelo ouvido, provocando uma ruptura indesejável na uniformidade do “tecido sonoro”.

As caixas eletrodinâmicas também são de geometria planar e feitas de painéis sintéticos, que trabalham como “grandes resistores” elétricos. Seu bom posicionamento na sala não é muito fácil de ser encontrado, no sentido de se conseguir obter bons graves. Solicitam grandes potências do amplificador e também pedem salas de um tamanho razoável. Sua vantagem é a de proporcionarem uma imagem sonora ampla, alta e larga, de grande majestade na apresentação.

E, por fim, temos as caixas de cones, que são, de longe, o tipo mais empregado em áudio. O cone é o tipo de falante mais versátil já inventado, porque se presta a incontáveis aplicações e soluções técnicas. A caixa de cones apresenta a grande vantagem de cobrir todo o espectro sonoro, desde o extremo grave até o mais alto agudo, através de falantes que possuem um mesmo princípio de funcionamento. Uma caixa de cones “completa” pode conter até cinco vias, sendo cada faixa de freqüências coberta por cones de diferentes diâmetros. Os diâmetros típicos, em que os cones são encontrados, são: 15, 12, 10, 8, 5, e 1 polegada para tweeters. Modernamente, as marcas têm evitado utilizar cones de grande diâmetro, tais como os de 15 polegadas, já que seu tamanho e o conseqüente custo da caixa acústica se eleva muito; ao invés disto, cones deste tamanho são substituídos por pares de cones de um diâmetro inferior. Podemos observar isto, quando, por exemplo, dois cones de 10 polegadas são utilizados para fazer a mesma função de um só cone de 12, com o benefício de apresentarem uma maior velocidade e também por se deixarem impulsionar com maior facilidade pelo amplificador. Ocorre que o grave, assim obtido, não apresenta, subjetivamente, tanta “majestade e peso” como o produzido por um woofer maior. Porém, as tendências atuais apresentam as já citadas vantagens de um menor tamanho e de um custo final mais acessível.

Outra configuração clássica, presente em muitas caixas de cones, é a chamada configuração “D’Appolito”, em homenagem ao seu projetista, e que consiste em um tweeter situado verticalmente entre dois médios idênticos, localizados respectivamente um acima e outro abaixo, o que teoricamente melhora a dispersão espacial e a imagem produzida.

Outro tipo de caixa acústica de cones, que me vem à mente, é o chamado line array, no qual um mesmo falante, por exemplo um cone de médios, é utilizado verticalmente em multiplicidade, de cima até embaixo, numa coluna alta.

Por fim, há as caixas de cones abertas, ou open baffle, que tentam, assim, se livrar das colorações do gabinete, embora pagando um certo preço em extensão de resposta. Os cones podem apresentar diafragmas sintéticos ou de papel, para obterem sons respectivamente “mais precisos e velozes” ou “naturais”. E os crossovers, que distribuem os sons pelos falantes, podem ser de “alta” ou de “baixa” ordem, isto é, com grande separação interfalantes (os de alta ordem), ou com áreas de overlap (os de baixa ordem).

Eis o vasto espectro de opções que dispomos, ao escolher uma caixa acústica para nossa audição. Com certeza, temos possibilidades fascinantes ao nosso dispor!
    

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