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Número 98

CHILDAGEM DE CABOS: UMA FACA DE DOIS GUMES!

Equipamentos e Cabos

  Jorge Knirsch
jorgeknirsch@byknirsch.com.br

             Introdução 

 A childagem eletromagnética é obtida através de um processo técnico, realizado com alguns materiais bons condutores elétricos, de forma a atenuar a entrada de ondas eletromagnéticas em um espaço definido. Esta childagem, ou blindagem, também atenua a saída de campos eletromagnéticos para fora deste mesmo espaço. Os materiais mais eficazes para a realização da childagem são as chapas de aço, as malhas de aço e outros produtos afins. Também poderão ser usadas malhas de cobre estanhadas, niqueladas ou não, que no entanto são menos efetivas.

 

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A capacidade de childagem poderá ser maior ou menor, dependendo do material empregado e também da sua forma, se for usada uma folha metálica ou uma malha. Se for malha, o tipo de geometria da malha também influirá. Outro fator de influência é a espessura do material empregado. Assim, por exemplo, para cabos de áudio, comumente se utiliza uma malha trançada de cobre, com uma certa espessura, envolvendo totalmente o cabo, processo que proporciona, nos melhores casos, uma childagem de 95% da área. Caso seja necessário melhorar ainda mais a childagem, o fabricante poderá adicionar o recurso de envolver o cabo numa folha de alumínio, abaixo da malha, procedimento que oferece alguns por cento a mais de eficácia. A childagem também se torna mais efetiva quando interligada ao negativo do terminal RCA, ou ao pino 1 dos conectores XLR, com o sistema todo aterrado.
       É importante ressaltar que, dependendo do sinal elétrico que estiver passando pelo interior do cabo, campos eletromagnéticos internos poderão estar sendo criados. Estes campos estarão percorrendo toda a extensão do cabo, tanto internamente quanto externamente até uma certa distância do cabo, envolvendo-o. Acontece que a childagem, se for feita muito próxima ao cabo, muito colada a ele, estrangula a passagem do campo magnético, alterando os sinais eletromagnéticos e criando harmônicos que acabam sendo acrescentados ao sinal original. Ou seja, se a childagem tiver sido feita muito próxima do cabo, cortando o diâmetro necessário para a passagem do campo eletromagnético, ocorre uma alteração do sinal, face à perturbação eletromagnética criada e novos harmônicos, não pertencentes ao sinal original, são acrescentados. Portanto, em cabos de boa qualidade, onde se deseja que campos eletromagnéticos não entrem no cabo, a childagem deverá ficar afastada do cabo de tal maneira a não perturbar as informações do sinal interno que estão sendo transportadas pelo cabo.

 

 

Quais cabos precisam de childagem?

 

 Existem no áudio diversos tipos de cabos, como por exemplo: os digitais, os de interconexão analógicos, os cabos de caixas acústicas, os cabos de força, cabos de HDMI, cabos de microfones e outros. Os cabos mais sensíveis aos ruídos eletromagnéticos vindos do ar são, sem dúvida, os cabos digitais. Como trabalham com altas freqüências e com baixas tensões, a childagem destes cabos é extremamente necessária. Inclusive, nos nossos novos cabos digitais, da linha TOP Wonder, para aumentar a sua resolução, introduzimos uma blindagem dupla e conseguimos com isto uma childagem mais efetiva, acima de 95%.

Em regra geral, quando as freqüências são altas (até 20kHz ou acima) e os sinais elétricos transmitidos pelos cabos são de pequena voltagem, é importante que se evite a introdução de ondas eletromagnéticas, vindas pelo ar, para não alterar o sinal do cabo e, desta forma, a childagem se torna fundamental. Porém, esta childagem deverá ficar afastada do cabo de tal modo a não alterar os próprios sinais transmitidos. Assim, em cabos digitais, como também em cabos de interconexão e em cabos de HDMI, a childagem é muito relevante, contanto que bem realizada.

Existem cabos de interconexão que anunciam que, por não usarem childagem, permitem resultados sonoros melhores. Nestes casos, porém, ocorre uma interação entre a radiação eletromagnética presente no ar, à nossa volta, e o sinal transmitido pelo cabo, de forma que surge uma forte atenuação das altas freqüências do sinal de áudio, tornando-os normalmente fechados do ponto de vista sonoro. Há uma nítida perda de equilíbrio tonal nas altas freqüências. Portanto, em cabos de interconexão, tanto em RCA como em XLR ou em BNC, a childagem é muito importante para a preservação das altas freqüências transmitidas.

Já nos cabos de força e nos cabos de caixas acústicas, a situação é bem diferente. Nos cabos de força, o sinal de interesse transmitido é a freqüência da rede (normalmente em 60Hz ou 50Hz), em tensões de até 660V, como especifica a norma. Nesta freqüência baixa e com tensões mais altas, ligando aparelhos de áudio/vídeo, normalmente de baixa impedância de entrada, a influência da radiação eletromagnética do ar é bem menor. Desta forma, a childagem, aqui, não é necessária e não melhora a transmissão da energia elétrica, bem ao contrário. Caso, porém, mesmo assim a childagem seja usada, como a tensão é mais alta (normalmente entre 100V e 440V), esta childagem deverá, então, estar afastada do cabo, para não interferir nas ondas eletromagnéticas criadas pela corrente que flui pelo cabo, para evitar a criação de severos harmônicos na rede elétrica. Portanto, quanto aos cabos de força, de forma geral, não devemos usar cabos childados, pois podem criar fortes colorações.

Quero também chamar a atenção de vocês para o fato de que existem muitos cabos de força americanos que são childados. Esta blindagem tem por finalidade evitar que as ondas eletromagnéticas internas possam sair e contaminar outros sinais elétricos que passam perto destes cabos de força. Contudo, internamente, esta blindagem cria uma infinidade de harmônicos, na tensão e na corrente elétrica, que irão alimentar os aparelhos de áudio/vídeo, criando, no resultado sonoro final, colorações (que podem até ser muito agradáveis de ouvir).

Em cabos de caixas acústicas, também não devemos usar childagem. Apesar de termos a transmissão de freqüências de 20Hz a 20kHz, os sinais, porém, possuem tensões mais altas e a impedância é muito baixa (entre 2Ω e 8Ω), não sofrendo a influência das ondas eletromagnéticas do espaço.

Resumindo, para sistemas de áudio e vídeo: Os cabos de força e os cabos de caixas acústicas não devem ser childados. Já os cabos restantes apresentam melhores resultados quando childados.

E aqui vai uma outra dica muito importante, correlata ao assunto: procurem não deixar os cabos arrumados atrás dos aparelhos. Quanto mais randômicos, de forma caótica, estiverem distribuídos, atrás dos nossos sistemas, melhor será. Evitem deixar os cabos de energia correndo em paralelo com os cabos de áudio/vídeo, a menos que haja um afastamento de pelo menos 10cm entre eles, ou então permitam que se cruzem perpendicularmente entre si. 

Aquele abraço! Ótimas audições a todos! E até a próxima!

 

 

        

 
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