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  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

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powerline Audiófilo lf-115
 
http://youtu.be/QDZqmV4LgME

 
  Veja os comentários de Fernando Sampaio (RJ) a respeito de fiação sólida e aterramento do neutro.
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Número 124

 Equipamentos e Cabos

Flávio Adami
flavioadema@uol.com.br

        Voltar a ter ou não ter, eis a Questão.
     

                    Muitos audiófilos me indagam a respeito de voltar a ter toca discos de vinil, principalmente aqueles amigos que se desfizeram por completo de suas coleções, alguns com um arrependimento que causa até dó. Outros não se atrevem a enfrentar esse desafio, haja vista que voltar a ter novamente uma coleção de bons vinis custa caro e também um bom toca discos, uma boa cápsula e um pré de phono de qualidade, acrescentam mais uma despesa, dentro de um sistema de áudio que já é caro por natureza e, segundo eles, não vale a pena.

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                    Outros dizem que não têm mais paciência para escutar chiadinhos, que tanto incomodam, além de que virar os discos também faz parte de uma ginástica que não cabe mais à essa nova geração movida a controle remoto. Em compensação, esses mesmos audiófilos, quando escutam um bom vinil, nas casas dos amigos, se curvam diante da qualidade de áudio que o vinil proporciona e dizem que realmente o som é diferente, com mais  mais corpo harmônico e maior musicalidade.
                    Alguns poucos, que eu conheço, fizeram o contrário: abandonaram o cd e se voltaram totalmente para o vinil. Eu digo que nem tanto ao céu, nem tanto a terra. Eu, por exemplo, convivo em paz e harmonia com o digital e analógico, principalmente pelo fato de que a minha coleção de cds é maior do que o número de vinis que possuo.
                    Para aqueles que ainda estão em dúvida, quanto ao vinil, eu diria simplesmente que vale a pena. Quanto àqueles que reclamam dos chiadinhos, como eu, e fazem parte de uma geração que, no passado, não se preocupava muito com o ajuste dos toca discos ou simplesmente não sabia que isso era tão importante, esclareço: um ajuste perfeito do VTA (Vertical Tracking Angle), protractor angle, anti-skating e peso fazem com que os chiados praticamente desapareçam. Os novos toca discos, com braços anti ressonantes, como os de fibra de carbono, construídos em peça única, fazem uma grande diferença no resultado sonoro final, mesmo quando ouvimos discos antigos consumidos pelo tempo de uso. A quase totalidade dos vinis, que possuo, tem mais de trinta anos, alguns cinquentões, como é o caso da coleção de Dave Brubeck que, apesar do tempo, continua tocando de forma impecável, com exceção de alguns que comprei, usados, e que foram judiados por toca discos de má qualidade. De resto, fica uma audição com um som limpo e uma enorme satisfação de ouvir música.
                    Todo esse procedimento, de deixar os discos e as agulhas sempre limpos, e também de termos que nos levantar, para virar os discos, faz parte de um ritual delicioso que trás um prazer imenso de escutar música.
                    Coragem audiófilos! Vale a pena!
            
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