By Knirsch - Produtos, Projetos e Consultorias
  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

Veja o teste:
 do
 
powerline Audiófilo lf-115
 
http://youtu.be/QDZqmV4LgME

 
  Veja os comentários de Fernando Sampaio (RJ) a respeito de fiação sólida e aterramento do neutro.
Carta de Clientes

 
 
 
Veja os produtos à venda em:

Usados

 
 
     
 

 
     
 


Clique aqui para conhecer nosso informativo eletrônico e inscrever-se para recebê-lo em seu e-mail.

 
     
  Novos Cabos de Energia By Knirsch para instalações elétricas em áudio/vídeo
 Power Cable AC-25, 40
,60 e 100
 
     
  Antes de construir, otimizamos as medidas da sua sala de audição,
 Home Theater
, e afins.
 


Número 277

 

Casamento entre Cápsula e Braço

 

Equipamentos e Cabos

Luis Fernando Tobias de Barros
lftbarros@hotmail.com 

            

             Muitas vezes, o audiófilo compra aquela cápsula caríssima, muito bem avaliada por revistas especializadas, coloca no seu toca discos, também muito caro, e o resultado não aparece.... por que será??

             © 2006-2016 Jorge Bruno Fritz Knirsch
           Todos os direitos reservados
              http://www.byknirsch.com.br
    

             

                Bem, existem muitos fatores, mas um deles, muito importante e que muitas vezes passa despercebido, é o casamento entre o braço e a cápsula. Nem toda cápsula casa bem com qualquer tipo de braço e vice-versa. Como assim????
                Vamos por partes: o sistema braço/cápsula é um sistema mecânico dinâmico, que possui ressonância em determinada freqüência. Essa ressonância é produto da interação entre a cápsula, atuando como uma “mola”, e a massa do braço atuando sobre a mola. O “molejo” da cápsula é chamado de compliância.  Quando a ressonância for muito próxima às freqüências audíveis (perto dos 20Hz), surge um problema e quando ela for muito baixa (abaixo de 8Hz) teremos também um outro problema. Ambos podem ser audíveis.
               Essa ressonância causa um aumento de 3dB a 6dB no nível sonoro. Portanto, um aumento dessa magnitude, que chega perto de 20Hz, obviamente vai tornar o grave artificial, não natural e poderá retumbar. Em casos extremos, a agulha poderá até sair do sulco do disco. E abaixo de 8Hz?? Bem, nessa faixa de freqüência, surgirão problemas quanto ao rumble do toca discos, tornando este rumble mais perceptível. Sendo assim, recomenda-se que a freqüência de ressonância do conjunto braço/cápsula esteja entre 8 e 11Hz. Mas, e daí? Como se chega ao valor da ressonância do conjunto?
               Essa freqüência de ressonância está ligada à compliância (molejo) da cápsula, ao peso da cápsula, incluindo os acessórios de montagem (parafusos) e a massa efetiva do braço. Vamos entender os conceitos dinâmicos:
               Compliância (compliance): em toda cápsula, a agulha (stylus) é composta de uma ponta, que pode ser de diversos materiais, e uma espécie de braço da agulha, chamado em inglês de cantilever, que liga a ponta da agulha à cápsula.  Veja as figuras abaixo:

     

               O braço da agulha (cantilever) trabalha como uma mola. Como os discos não são perfeitamente planos, quando há uma ondulação na superfície, o conjunto braço/cápsula trabalha comprimindo e expandido essa “mola”, enquanto o conjunto sobe e desce de acordo com a ondulação do disco. A compliância é a capacidade de deformação dessa mola, assim como ocorre com a constante elástica em uma mola comum.  A unidade de medida dessa deformação é µm/mN (micro metro por mili Newton), sendo que,  em média, as cápsulas possuem valores entre 5 a 35 µm/mN. Valores baixos significam que a “mola” é mais rígida. Portanto, é preciso mais massa para fazê-la trabalhar. E valores mais altos significam que a “mola” é mais elástica, necessitando menos massa para fazer o mesmo deslocamento. Cápsulas com valores abaixo de 10 são consideradas de baixa compliância,  acima de 25 são consideradas de alta compliância e, entre esses valores, estão as cápsulas de média compliância.
              Massa efetiva (effective mass): esse é um conceito ligado ao braço da cápsula. Trata-se da força sentida pela agulha, em condições dinâmicas, em qualquer arco vetor, a partir do pivô central do braço. Não vamos confundir com o VTF (vertical tracking force), que é a pressão, em gramas, que ajustamos no nosso braço, de acordo com a especificação da cápsula; essa é uma medida estática. Aqui, estamos falando de mecânica dinâmica. A massa efetiva está relacionada com o peso dos componentes do braço, como tubo, headshell, etc, e a raiz quadrada de suas distâncias em relação ao pivô de apoio. Não vamos, aqui, nos aprofundar em conceitos físicos e mecânicos, mas esse é o conceito básico, ou seja, está relacionado com a construção do braço e não com ajustes que possamos fazer. Sendo assim, teoricamente, braços mais longos tendem a possuir massa efetiva maior, sendo capazes de trabalhar melhor com cápsulas de baixa compliância.
              No próximo artigo, iremos fazer os cálculos práticos para verificarmos se duas cápsulas comerciais casam com o braço da Rega RB303.

              Ótimas audições e aquele abraço!

Cabos de Interconexão - TOP Wonder  RCA/Digital/XLR/Speaker Cables

     

 
  By Knirsch-Produtos Projetos e Instalações
© 2008-2018 Jorge Bruno Fritz Knirsch
Todos os direitos reservados
https://www.byknirsch.com.br