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  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

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Número 351

 

Coisas do Passado
 

Equipamentos e Cabos

Flavio Adami
flavioadema@uol.com.br

          Acho que estou realmente ficando velho, pelo fato de me lembrar de coisas do passado do áudio, que alguns, talvez, principalmente os mais jovens, provavelmente nunca ouviram falar.

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          Me lembro que, no início da década de cinqüenta, havia diversos toca discos que vinham com a velocidade de 16 rotações por minuto, coisa que durou muito pouco. Existiam também discos de 10 polegadas, de vinil, 78 rotações, substituindo os velhos discos de massa (baquelite), usados nas velhas vitrolas de corda (de manivela). Havia também os compactos 45 rotações, que possuíam um buracão no meio, e também os compactos simples e duplos 33 rotações.
          As cápsulas, daquela época, eram de cristal ou cerâmica e tinham um som horrível. Talvez as melhores, até meados dos anos cinqüenta, eram as GE magnéticas, que vinham com duas agulhas, uma para discos 78 e outra para discos 33. Bastava apertar um botão, que havia em cima, girar, e escolher a agulha certa para os discos que havia na época. As agulhas eram todas cônicas ou esféricas. As de tipo elíptica, ou birradial, e as shibata surgiram depois. Nessas cápsulas GE, podíamos encontrar dois tipos de agulha no mercado, ou seja, safira ou diamante. As de safira não passavam de trezentas horas e as de diamante duravam bem mais, porém não tanto, porque os braços trabalhavam muito pesados naquela época.
          A maioria dos toca discos eram automáticos. Suportavam dez discos, um em cima do outro, que iam caindo, conforme terminavam. A transmissão na totalidade era feita por polias acopladas ao prato, que transmitiam ruídos, o famoso rumble. A transmissão por correias e, depois, o sistema direct drive, onde o próprio motor é  acoplado ao eixo do prato, dispensando qualquer tipo de transmissão por correia ou polia, surgiram um bom tempo depois.
          Naquele tempo, ainda não havia uma definição exata das curvas de equalização nas gravações. Muitos amplificadores, até o início dos anos sessenta, vinham com opções de equalização diferentes, como RIAA ou NAB, por exemplo. Logo depois, a curva RIAA se tornou definitiva.
          Todos os amplificadores, daquela época, mesmo os mais sofisticados, tinham controles de graves e agudos e alguns tinham até controle de médios. O botão de loudness era obrigatório, pois era baseado na curva de Fletcher-Munson que, através de uma pesquisa auditiva, concluiu que o ouvido humano é deficiente em volumes baixos, com relação aos graves e agudos, reforçando essas freqüências. Nesses amplificadores, conforme o som ia aumentando, essa função ia diminuindo, até a desativação total, a partir da metade do volume.
          Naquela época, a grande maioria dos amplificadores vinha com uma tecla chamada subsonic filter. Como os velhos toca discos eram muito ruidosos, os altos volumes criavam roncos insuportáveis, e os alto falantes pareciam que iam ser arrancados das caixas, tal o descontrole dos cones. Esse filtro cortava freqüências abaixo dos 20 Hertz, minimizando o problema.
          Os amplificadores, daquela época, obviamente eram todos valvulados. Os Marantz, McIntosh, Fischer e Scott foram os que mais me impressionaram. Mais tarde, quando surgiram, os transistorizados deixaram uma marca sonora de má qualidade, que ficou até hoje na memória de muitos audiófilos. Porém, atualmente, os tempos são outros. Muita tecnologia envolve os novos transistorizados, os novos toca discos, as novas cápsulas, que agora possuem uma qualidade de áudio excepcional.
          Os valvulados continuam vivos e hoje existe tipos de sonoridade para todos os gostos. Resta apenas muita saudade dos velhos tempos.         
          Ótimas audições a todos! Aquele abraço!


 

 
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