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Número 382

Velhos Tempos

Equipamentos e Cabos

Flavio Adami
flavioadema@uol.com.br

         

          Devo estar perto dos 55 anos dedicados ao áudio. Quando ainda moleque, escutava alguns equipamentos mono de qualidade, com caixas JBL, Tannoy, etc.

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          Sou do tempo dos primeiros amplificadores transistorizados, considerados de alta fidelidade, mas absolutamente inaudíveis, se comparados aos valvulados famosos da época, como os da McIntosh, Marantz, Fischer, Scott e outros. Sou do tempo em que a coqueluche, no meio audiófilo, eram as caixas AR3 e AR3a. Fantásticas para a época, porém com seus 85 dB de eficiência e 4 ohms de impedância, faziam com que os valvulados de baixa potência sofressem muito para tirar um bom som delas. Me recordo das Magnepan Tympani, com seu três painéis fantásticos, porém de eficiência muito baixa, dificultando em muito os velhos amplificadores.
          Talvez a melhor recordação que guardo, desse meu tempo de início da audiofilia, tenha sido um sistema que ouvi no final dos anos sessenta, na casa de um amigo. Era um equipamento composto de um pré 7 da Marantz, contendo dois monoblocos mono de 70 watts, ou seja, estou me referindo ao famoso amplificador Marantz 9; um par de JBL 4350; e um toca discos Thorens TD 124, com braço SME 3, e cápsula Shure V15 III Supertrack Plus.
          A sala desse amigo tinha dimensões avantajadas, num tempo em que não havia muita preocupação com cabos, aterramento, filtros de rede, etc. A acústica basicamente consistia num carpete grosso, cortinas também grossas e sanfonadas, e um teto de caixas de ovos, muito usados naquela época, inclusive por mim.
          Sem dúvida, o mais impressionante, naquele sistema, eram as JBL 4350, com seus dois woofers de 15", com bobinas de 4" e uma densidade de fluxo magnético de 12000 Gauss. O médio grave era um 12", além de que possuía também um médio tipo corneta, e o tweeter era o famoso tipo espremedor de laranja. Respondia dos 28Hz aos 30 kHz, com uma eficiência de 96 dB.
          Quando a agulha batia no disco, eu quase caia do sofá, pela deslocação de ar causada pelas 60 polegadas de woofer somadas.
          Atualmente, temos equipamentos com mais refinamento, devido principalmente à evolução dos alto falantes e amplificadores, e mais tudo aquilo que envolve um sistema High End. Entretanto, vai ficar para sempre, na minha memória auditiva, algumas coisas que ouvi e que, com certeza, nunca mais irei escutar. Ficarão na minha lembrança o trombone de JJ Johnson, o sax barítono de Gerry Mulligan, e os solos de bateria de Louis Bellson e Buddy Rich, que faziam com que os pedais batessem na boca do estomago, com uma sensação de presença  física fora do comum.
          Era a época das grandes moradias, com suas grandes salas, deixando um saudosismo gostoso. Época em que, com 10 watts, quase derrubávamos nossas casas.

          Ótimas audições a todos! Aquele abraço!                               


 

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