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  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

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  Veja os comentários de Fernando Sampaio (RJ) a respeito de fiação sólida e aterramento do neutro.
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Número 20
 

Equipamentos e Cabos                           

 Flávio Adami

Um Bando de Gênios Loucos


              Dentro dessa minha longa estrada pelo mundo do áudio, há mais de 45 anos, e considerando que tenho um fascínio todo especial por caixas acústicas, coisa que venho cultivando desde os tempos da Quasar, onde fazíamos as experiências mais malucas, confesso que já vi coisas de arrepiar os cabelos, com relação a projetos, alguns bastante sérios e outros malucos.
              No final da década de 50, até meados da década de sessenta, reinavam os projetos de caixas enormes, liderados pelas famosas JBL, Altec e Wharfedale. Tive a oportunidade de escutar, quando ainda era moleque, um par de caixas Wharfedale, cujo projeto era de canto de parede, construídas em concreto e cujos médios e tweeters, ambos de cone, ficavam voltados para cima, criando uma ambiência espetacular e, completando, um par de woofers de 15”, com poderosos magnéticos de alnico. Me recordo que era um som que enchia a sala de 40 m², do amigo Sérgio, amortecida por grossos carpetes e cortinas e um teto de caixas de ovos, obviamente sem os ovos. A Wharfedale também desenvolveu caixas com duas placas de compensado, preenchidas com areia, que tinham um resultado sonoro espetacular, porém necessitavam de um guindaste para carregá-las. Tive também a oportunidade de ter um primeiro contato com as Quad eletrostáticas, na loja Raul Duarte, e a naturalidade daqueles médios me chamou a atenção. Entretanto careciam de eficiência, tinham uma resposta de graves limitada e, de vez em quando, soltavam algumas faíscas. Os modelos atuais, muito mais evoluídos, possuem uma legião de apreciadores que jamais abrem mão desse conceito, principalmente os fanáticos por música clássica.
              Eu creio que o grupo dos maiores doidos, sem dúvida, vieram de Cambridge, liderados por Edgard Vilchur, Henry Kloss e Amar Bose, um visionário professor de física do MIT, que projetou as famosas Bose 901, com 9 altofalantes de 4”, sendo 8 virados para as costas e apenas 1 frontal. Foi um projeto de relativo sucesso, mas tinham problemas de posicionamento e extensão de agudos, apesar de trabalharem com um tipo de equalizador que fazia o ajuste dos extremos de freqüências. O grande sucesso foi, sem dúvida, o sistema acoustimass,  micro-caixas que, junto a um subwoofer, fizeram e fazem até hoje um grande sucesso para sistemas de home theater, porém odiado pelos audiófilos pelo enorme buraco que criam na região dos médios graves.
              Na minha opinião, os grandes responsáveis por uma revolução na acústica foram, sem dúvida, Edgard Vilchur e Henry Kloss, lançando as caixas Acoustic Research, KLH, Advent, entre outras, culminando com a Cambridge que atualmente faz muito sucesso no mercado de áudio e vídeo. Dentre outros projetos, Edgard Vilchur criou o sistema de suspensão acústica, os médios e tweeters de domo que, no primeiro modelo das AR 3, utilizavam domos de fenolite de cor amarelada, por isso eram chamados de ovos fritos na época. Também criou o primeiro toca-discos com suspensão, utilizando braço e sistema motor independente do gabinete. No seu lançamento, numa feira em Las Vegas, a demonstração era feita com uma pessoa dando marteladas de forma suave, com martelo de borracha, para mostrar que o disco não pulava. Eu mesmo, nas minhas elucubrações acústicas, criei as caixas Loudy, montadas numa caixa de metal, com paredes de borracha, que, na época, fizeram sucesso, porém sucumbiram pelo excesso de peso e pela construção extremamente complicada. Teve até um tal de Jimmy Hughes, um bruxo do som Hi-Fi, na Inglaterra, que colocou as caixas voltadas para a parede, ou seja, com os falantes de costas, achando aquilo o máximo, inclusive defendendo a sua teoria numa edição da HI-FI CHOICE.
              Já vi de tudo, caixas convencionais, eletrostáticas, isodinâmicas, caixas de isopor, caixas de borracha, madeira, metal, bipolar, dipolar, caixas sem as caixas, com os falantes expostos na parte traseira, formatos mais inusitados, tentando evitar as reflexões internas e, atualmente, sistemas acústicos com correção digital. Mas, na minha opinião, da mesma maneira que ainda não inventaram nada melhor que o velho limpador de para brisa nos automóveis, ainda não inventaram nada melhor que as velhas caixas convencionais, no velho formato tradicional.

Boas audições!


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