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  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

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powerline Audiófilo lf-115
 
http://youtu.be/QDZqmV4LgME

 
  Veja os comentários de Fernando Sampaio (RJ) a respeito de fiação sólida e aterramento do neutro.
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Número 464

Qual o Elo mais Fraco de um Sistema?
11ª. Parte
 

Elétrica

Jorge Knirsch
jorgeknirsch@byknirsch.com.br

Introdução         

          No Audiophile News 460, dissemos que a energia elétrica contém seis itens que devemos considerar:

  1. A Voltagem de Alimentação do Sistema e a Freqüência da Rede;

  2. Os Harmônicos da Energia Elétrica;

  3. A Instalação Elétrica da Casa/Apartamento e a Fiação;

  4. A Instalação Elétrica da Sala de Audição;

  5. O Aterramento;

  6. Os Equipamentos de Filtragem da Energia Elétrica.

          No Audiophile News 462, apresentamos o início da primeira parte da elétrica e, agora, vamos dar prosseguimento a ela, pois ainda há aspectos importantes a relatar.

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 Elétrica: A Voltagem de Alimentação do Sistema e a Freqüência da Rede. (Cont.)

         
          Continuando a falar a respeito de tensão de alimentação de equipamentos de som, o nosso leitor Carlos Henrique Silva Peixoto nos enviou um link da ANEEL, a saber:

          Neste link, vocês poderão colocar o estado e a cidade desejada e verificar qual a tensão fornecida pela concessionária responsável pela localidade. A indicação aparecerá com um número à direita e outro à esquerda, separados por uma barra. Estes números aparecem também quando acessamos os sites das respectivas concessionárias. O número da esquerda é a tensão nominal fornecida entre fase-fase, para aquelas cidades que recebem pelo menos duas fases. O número da direita é a tensão nominal fornecida entre as fases e o neutro.
          Acontece que infelizmente muitas concessionárias como, as das cidades, por exemplo, de Indaiatuba, de Jundiaí, de São José dos Campos, de Santos, e de várias outras, Brasil a fora, não fornecem o neutro ao cliente doméstico final, causando inúmeros problemas a estes consumidores, como vimos no artigo anterior. Portanto, se você for se mudar de cidade, verifique com alguém que esteja morando na cidade para onde você estará indo, qual a tensão fornecida pela concessionária e se é entre fase-fase e/ou fase-neutro. Esta lista da ANEEL, assim como as informações referentes a este assunto, fornecidas pelos sites das concessionárias de energia elétrica, não merecem muito crédito e precisam ser confirmadas com moradores da região. Por outro lado, não criem, de forma alguma, um neutro independente daquele fornecido (ou não) pela concessionária, porque além de ser ilegal, será também muito perigoso para os seus equipamentos. Neste assunto, todo o cuidado é pouco!!!
          Queremos, agora, apresentar a vocês um procedimento de como ligar os equipamentos à energia elétrica para alimentá-los. Escrevemos um artigo a respeito deste assunto, que está no link: Otimizando um Sistema de Som. Parte V. Neste artigo, mostramos várias situações básicas de ligação dos equipamentos e recomendamos muito a sua leitura.
          O primeiro passo é verificar, na parte de trás de cada equipamento, e anotar, qual a tensão e freqüência que cada aparelho necessita para funcionar adequadamente. Em seguida, verifique, nos manuais de cada um, a tolerância indicada pelo fabricante para o seu melhor funcionamento. Caso não exista esta indicação, podemos adotar a tolerância de ± 10% da tensão nominal para marcas de aparelhos americanos, e ±6% da tensão nominal para aparelhos de fabricação européia. Isto é norma na Inglaterra e também um valor prático que podemos adotar para outros países da Europa.
          Em seguida, anote a tensão nominal, máxima e mínima, indicada na sua conta de luz. Cada região tem valores específicos. Uma tolerância padrão deve ser +5% e -9%, porém algumas concessionárias adotam valores maiores. A tensão nominal de 127V, adotada em várias regiões brasileiras e que deverá ser o padrão brasileiro no futuro, possui as maiores variações, ocorrendo, em algumas regiões, picos instantâneos, bem acima da tolerância máxima, somente visíveis em voltímetros AC de alta velocidade de medição ou em osciloscópios com memória. Em voltímetros AC comerciais, estes picos não são visíveis! Aqui, é preciso muito cuidado!
          Continuando o procedimento, meça agora, com um voltímetro AC comum, a tensão indicada na tomada onde você irá ligar seus equipamentos, para confirmar se o valor está dentro da tolerância indicada na sua conta de luz. Caso isto não se confirme, vale a pena colocar uma reclamação na concessionária, a fim de que esta normalize a tensão efetiva fornecida. Agora, finalmente, você poderá montar uma tabela e verificar quais aparelhos serão alimentados com uma tensão maior do que a permitida pelo fabricante.
          Alimentar os aparelhos, com uma tensão acima da nominal indicada, ocasiona uma temperatura mais alta de funcionamento do equipamento e, com o tempo, reduz a vida útil do aparelho, podendo levar à queima da sua fonte de alimentação. Pela nossa experiência, e para garantir uma vida mais longa dos aparelhos, recomendamos fortemente alimentá-los com uma tensão abaixo da tensão nominal do aparelho. Podemos ir, em muitos casos, até abaixo do mínimo, sem perdas ou danos aos aparelhos. Esta conduta tem inúmeras vantagens: os aparelhos irão esquentar menos, a qualidade do som normalmente vai melhorar, pois a reprodução costuma ficar mais orgânica e, também, os aparelhos vão ficar menos susceptíveis aos picos e variações que porventura possam aparecer.
          A tensão nominal de alimentação mais perigosa que temos é a de 127V nominais. A rigor, a tolerância máxima já passa além da permitida pelos equipamentos, sem levar em conta ainda os picos que poderão aparecer. Para estes casos, desenvolvemos autotransformadores, em potências de 1, 2, 3 e 5KVA, justamente para abaixar a tensão e obter as vantagens acima arroladas. Verifiquem o link Autotransformadores 130V/115V em nosso site.
          Como vocês puderam constatar, a alimentação elétrica de nossos equipamentos para áudio e vídeo precisa ser analisada com todo o carinho, para evitar problemas futuros e para garantir a melhor reprodução sonora. Caso tenham alguma dificuldade nestas analises, por favor não deixem de nos consultar!
         

          PS.: Com o grande sucesso dos workshops de Avaliação Musical, realizados neste início de ano, iremos oferecer mais um curso, que ocorrerá nos dias 13, 14 e 15 de setembro. Este próximo workshop lhes permitirá avaliar seu sistema de som e realizar correções técnicas, além de permitir, a cada participante, saber que tipo de ouvinte é: sintético ou analítico! A inscrição será por ordem de chegada. Vejam o Audiophile News 438, para obterem maiores informações.
          Estaremos também realizando um outro curso, organizado pelos participantes, em 30 e 31 de agosto e 1 de setembro e este curso tem uma vaga.

 

          Ótimas audições a todos! Aquele abraço! E até a próxima!

Novo powerline Audiófilo lf-120 

 

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