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  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

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http://youtu.be/QDZqmV4LgME

 
  Veja os comentários de Fernando Sampaio (RJ) a respeito de fiação sólida e aterramento do neutro.
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Número 462

Qual o Elo mais Fraco de um Sistema?
10ª. Parte
 

Elétrica

Jorge Knirsch
jorgeknirsch@byknirsch.com.br

Introdução         

          No Audiophile News 443, iniciamos uma nova série a respeito dos elos fracos em um sistema de áudio e vídeo, apresentando todos os itens importantes na ordem de relevância. Assim, já analisamos todos os aspectos relevantes da acústica e a partir do Audiophile News 460 começamos a analisar a parte da elétrica, mostrando os principais itens da elétrica. Aqui vamos apresentar o primeiro item. Recomendo aos interessados neste assunto de colocarem no Procurar da parte superior do nosso site as palavras fase e neutro que vão surgir muitos artigos a respeito deste assunto.

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          Elétrica: A Voltagem de Alimentação do Sistema e a Freqüência da Rede

          Aqui no Brasil, a questão da tensão elétrica, ou da voltagem elétrica, como também é chamada, é algo da maior confusão possível, ou até algo inimaginável! Cada região do nosso país tem seus níveis de tensão particulares! Se você pretende se mudar de uma cidade para outra, ou para o campo, cuidado! Antes de mais nada, verifique a tensão que lhe é oferecida no novo local! É importante que você saiba como adaptar o seu sistema às novas condições do lugar. Para lhe ajudar, publicamos um artigo a respeito deste assunto (que é inesgotável): Otimizando um Sistema de Som. Parte V.
          Somente para lhes dar alguns exemplos mais patentes, de algumas cidades e regiões, vamos começar pela cidade de São Paulo, a maior cidade do Brasil. Aqui, na cidade de São Paulo, temos dois grupos de tensão: um em torno de 120V e outro em torno de 220V. No grupo de 120V, dependendo do bairro, encontramos uma destas cinco tensões nominais: 110V, 115V, 120V, 125V e 127V, todas elas entre fase-neutro. No entanto, as mais comuns são: 115V, 120V e 127V. Esta última deverá se tornar o padrão no Brasil. Já no grupo de 220V, existem aqui as seguintes tensões nominais: 220V, 230V e 240V. Todas estas fase-fase e este grupo existe na maioria dos bairros da cidade. E em muitas cidades do estado de São Paulo só existe o grupo de 220V entre fase-fase como, por exemplo, em São José dos Campos, Indaiatuba e Santos, somente para mencionar algumas. Tenho relatos de que, nestas regiões, alguns audiófilos criaram um pseudo neutro para obter uma tensão do grupo de 120V, enterrando hastes na terra. Este procedimento é de altíssimo risco, podendo levar a queima de equipamentos. O neutro tem que ser fornecido pela concessionária impreterivelmente!
          Já a tensão de toda a região do nordeste é 230V, fase-neutro, mas com uma exceção, que conheço que é Aracajú, em Sergipe, que é 127V, fase-neutro, como também Belém do Pará, na região norte, que tem a mesma tensão de Aracajú.
          O sul do Brasil é 230V, fase-neutro, mas também com duas exceções: Curitiba e parte de Porto Alegre, onde a tensão é 127V, fase-neutro. Assim, como vocês podem perceber, temos que tomar muito cuidado, até se formos nos hospedar em hotéis de outras regiões!
          É recomendável que usemos, para nossos sistemas de som, redes elétricas que tenham o neutro em um dos orifícios da tomada. E também é importante que o neutro esteja na posição correta, na tomada, conforme a norma do nosso país, por dois motivos: o primeiro é que o neutro, sendo aterrado e bem aterrado, mesmo que tenha corrente passando por ele, não haverá possibilidade de levarmos choque. Aqui, a premissa necessária é que o aterramento do neutro seja de boa qualidade e, desta maneira, não haverá possibilidade de se tomar choque. Caso você esteja levando choque, ao encostar sua mão no gabinete dos aparelhos, isso indica que o aterramento do neutro não está em ordem e precisará ser verificado/consertado/otimizado. O segundo motivo é que, se você usar uma tensão elétrica em fase-fase (normalmente no grupo dos 220V, que existe em algumas regiões no Brasil), como a chave liga-desliga dos aparelhos só interrompe uma fase, a segunda fase vai continuar ligada, mesmo se o seu aparelho estiver desligado. E aí, qualquer variação, nesta segunda fase, poderá trazer danos ao seus aparelhos. Estas duas razões são muito fortes e por isto dê preferência às tensões em fase-neutro.
          Nos EUA, a tensão elétrica mais padronizada é a de 120V, porém há regiões com tensões nominais de 115V até 126V. A indústria americana padronizou a fabricação dos aparelhos em 120V, assim como o Brasil padronizou a tensão dos aparelhos, aqui fabricados, em 127V.
          Na Europa, a tensão nominal depende de cada país e pode ser 220V (em muitas regiões da Alemanha e França e em outros países), 230V (na maioria dos países da Europa) e 240V na Inglaterra.
          Na Ásia, a tensão varia muito, de país para país. A China, por exemplo, é 220V, porém no Japão a tensão nominal é de 100V. Como vocês podem perceber, a confusão, mundo a fora, é muito grande e, assim, recomendo-lhes que, antes de qualquer viagem ou mudança, verifiquem a tensão do país de destino e consultem o site Tensões Domésticas. Mesmo assim, este site não dá uma garantia absoluta, por isso recomendo-lhes checar as informações antes da viagem.
          Aqui no Brasil, a tensão fornecida em cada local deve vir indicada na conta de luz, como tensão nominal, tensão máxima e tensão mínima, pois cada tensão nominal, mundo a fora, tem a sua tolerância (não existe padrão no mundo) e, mesmo assim, esta indicação, na conta, não é confiável! Já vi instalações elétricas residenciais que, quando medi a tensão na tomada, com um multitester, apresentaram outros valores, diferentes dos indicados na conta de luz.
          Como vocês podem perceber, todo cuidado é pouco, principalmente com nossos aparelhos de áudio/vídeo, que são fabricados em lugares muito diferentes, cada um com uma problemática específica, que vamos ver nos próximos artigos.

Como proteger os nossos equipamentos?


          PS.: Com o grande sucesso dos workshops de Avaliação Musical, realizados neste início de ano, iremos oferecer mais um curso, que ocorrerá nos dias 13, 14 e 15 de setembro. Este próximo workshop lhes permitirá avaliar seu sistema de som e realizar correções técnicas, além de permitir, a cada participante, saber que tipo de ouvinte é: sintético ou analítico! A inscrição será por ordem de chegada. Vejam o Audiophile News 438, para obterem maiores informações.
          Estaremos também realizando um outro curso, organizado pelos participantes, em 30 e 31 de agosto e 1 de setembro e este curso tem uma vaga.

 

          Ótimas audições a todos! Aquele abraço! E até a próxima!

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