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  Uma Entrevista com Jorge Knirsch

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Número 447

Qual o Elo mais Fraco de um Sistema?
3ª. Parte
 

Acústica

Jorge Knirsch
jorgeknirsch@byknirsch.com.br

Introdução         

          No Audiophile News 445, havíamos analisado a importância da relação de medidas de uma sala, ou seja, a relação entre seu comprimento, largura e altura. As várias relações de medidas nos permitem definir quatro categorias de salas, e vamos ainda acrescentar uma quinta categoria, que engloba as salas com os maiores problemas acústicos possíveis, tanto para a voz humana como para a música acústica.

             © 2010-2020 Jorge Bruno Fritz Knirsch
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          Acústica: 1. As Categorias das Salas

          A grande maioria de nós, ouvintes apaixonados pela reprodução eletrônica, e muitos melômanos temos problemas acústicos em nossas salas. Pena que não nos damos conta da importância de tentar resolvê-los, e muitos até os desprezam! Porém, os estudos nesta área progrediram muito, nos últimos anos, e vêm nos chamando atenção para esta necessidade!
          Assim, conforme a relação entre comprimento, largura e altura, podemos dividir as infinidades, de todas as possibilidades destas relações, em cinco categorias de salas. A primeira categoria é a que nos oferece o melhor resultado sonoro.
          Dando continuidade às pesquisas do argentino Oscar Juan Bonello, da Universidade de Buenos Aires, publicadas no Journal of The Audio Engineering Society (JAES), em 1984, os pesquisadores da Universidade de Salford, em Manchester, Inglaterra, a partir de 1995, passaram a estudar a fundo as relações das medidas de uma sala. Como vocês podem perceber, o estudo da acústica de salas, que possuem um volume menor do que 300m
³, é uma ciência muito nova, que tem apenas 35 anos de existência!
          Quanto melhor a categoria da sala, de forma geral, o volume do ambiente tende a aumentar. A primeira categoria obedece à seguinte relação fixa, de altura, largura e comprimento:

 1 : 2,19 : 3

 

          Esta relação vale para qualquer volume, porém resulta em salas maiores do que as que comumente encontramos na prática. Se, por exemplo, tomarmos uma altura (H) de 2,70m, que consideramos uma medida mínima para a altura (quanto maior, melhor), vamos obter uma largura de 5,91m e um comprimento de 8,10m, perfazendo um volume de 129m³, que já é o volume de uma sala média (Veja Sala Viva, Sala Morta, Sala Seca). No entanto, as salas de audição cujas medidas obedecem a esta relação fixa não chegam a 0,1%, pois as pessoas, de maneira geral, não têm este volume disponível. Estas salas são as que têm a melhor distribuição modal, ou seja, nelas, a distribuição das ondas estacionárias axiais por terço de oitava é a melhor possível (Veja Audiophile News 146, Audiophile News 150, Audiophile News 154).
          Na segunda categoria, existem inúmeras relações pré-estabelecidas para os volumes de 50m³, 100m³ e 200m³. Embora a quantidade destas relações seja grande, apenas 1% das salas de audição pertencem a esta categoria. (Caso desejem, damos consultoria em dimensionamento de salas de audição para a construção civil).
          A terceira categoria também tem a mesma estrutura, porém o volume de possíveis relações pré-estabelecidas é muito maior ainda do que o da categoria anterior, embora a quantidade de salas de audição nesta categoria não deva chegar a 5% do total das salas existentes.
          Na quarta categoria estão todas as outras relações de medidas e engloba em torno de 90% das salas de audição. A nossa sala, próxima da relação de 1 : 1,6 : 2,6, que define as famosas  "Medidas de Ouro de Cardas", pertence a ela. Esta relação é muito usada, provavelmente por falta de conhecimento acústico dos arquitetos, engenheiros civis e projetistas da construção civil e de muitos outros profissionais responsáveis pela construção de residências, auditórios e outros ambientes afins.
          Existe, por fim, uma quinta categoria, que acrescentamos aqui, ainda muito usada por vários profissionais da área, onde duas das medidas da sala são iguais. Por exemplo, quando o comprimento é igual à largura, ou à altura, ou ainda quando a largura é igual à altura. Ou seja, são salas onde existem superfícies quadradas. Estas salas já são até inadequadas para auditórios, quanto mais para se tocar ou reproduzir música acústica. Nestas salas, a distribuição modal é realmente muito prejudicial para a reprodução da voz, ou de um instrumento acústico, devido à alta concentração de ondas estacionárias em vários terços de oitava. Abaixo, dou-lhes um exemplo prático.
          A Sala São Paulo oferece aos seus freqüentadores, antes de cada conserto sinfônico, uma palestra gratuita, dada pelo nosso colega Leandro de Oliveira, para situá-los em relação às peças que serão apresentadas naquele dia. Anteriormente, estas palestras eram realizadas na Sala Carlos Gomes, de grandes dimensões (24m X 9,1m e altura não indicada), mas esta sala foi cedida ao Banco Itaú Personnalité. Então, o Leandro e seus ouvintes foram transferidos para a Sala Almeida Prado, com medidas do comprimento e da largura muito próximas.  Ou seja, foram para uma sala quase quadrada, e o resultado acústico, que era muito ruim, não colaborava: quando o Leandro falava, ou quando tocava piano para demonstrar algum detalhe das peças que seriam apresentadas, os harmônicos da estacionária axial se tornavam bem audíveis, dando uma forte coloração tanto à fala quanto à música. A inteligibilidade era sacrificada com alterações no equilíbrio tonal! Além disso, o recinto não comportava todas as pessoas que desejavam participar da palestra. Resultado: o volume de reclamações foi aumentando! Tiveram novamente que transferir a palestra "Falando de Música" para outro lugar, o Salão Nobre! Um salão com medidas mais adequadas, 36,2m X 11,36m X 5,5m. E, imaginem só, havia um projeto para transformar aquela Sala Almeida Prado em uma técnica de gravações da sala de conserto! Ali se podia testificar que uma sala com superfícies quadradas não é adequada à fala humana, nem a bandas ou outros conjuntos musicais.
          Quando as seis faces da sala são quadradas, independente do seu volume, estamos em um cubo, que também pertence à esta quinta categoria e é a pior sala do ponto de vista acústico que pode existir. Esta sala nem para um dormitório é adequada, pois não é fácil conversar lá dentro, tal a distorção da voz. Infelizmente, a problemática desta quinta categoria de salas também não é conhecida por muitos profissionais da área, que ainda hoje projetam ambientes com superfícies quadradas. Estas salas perfazem 5% do total das salas existentes. São mais comuns do que se imagina!

          PS.: O Worshop de Avaliação Musical dos dias 15, 16 e 17 de março está terminando com grande sucesso e  o próximo Workshop dos dias 29, 30 e 31 de março já está completo. É  um curso prático para refinar a sua avaliação musical com relação ao seu sistema de áudio! Veja Audiophile News 438.

          Ótimas audições a todos! Aquele abraço! E até a próxima!

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