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Número 69

Mídia Gravada

Humberto Santilli
humbertosantilli@uol.com.br 

 

O que é Compressão? - 2ª. Parte
A Compressão de Dados

     

       Como tivemos um grande retorno após o Audiophile News 66, que versou sobre compressão sonora, estamos dando continuidade ao assunto, para trazermos maiores esclarecimentos aos muitos leitores interessados em aprofundar o tema.
        Muitas pessoas apenas ouviram a palavra compressão, mas não sabem o que ela significa na prática em áudio. Compressão vem do conceito de “espremer”, compactar algo que ocupava um determinado espaço em um espaço menor. Dentro deste conceito, em áudio, podemos ter dois tipos de compressão bem distintos. Um seria a compressão do áudio em si, que pode ser feita em estúdio durante a gravação, mixagem e masterização,  e que pode ocorrer tanto no domínio analógico quanto no domínio digital. A outra seria a compressão de dados ou arquivos, exclusiva do áudio digital, nosso foco neste Audiophile News.

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       A compressão de dados existe por motivos que no início do áudio digital eram mais relevantes do que são hoje, como espaço para armazenamento de dados em disco rígido e transmissão de dados por internet.
       Como muitos devem lembrar, nas primeiras duas décadas de popularização dos personal computers, os HDs tinham capacidade diminuta, obrigando o usuário a compactar e “backupear” constantemente seus arquivos por falta de espaço. Outro problema era a transmissão em si, em tempos de internet dial-up (discada) por linha de telefone que alcançava um máximo de 56,6kbps (kilo bits por segundo).
       Um arquivo de áudio digital sem compressão ocupa 10 MB (mega bytes) por minuto de áudio estéreo em um padrão de CD 44.1kHz/16bit. Com este tamanho, em uma conexão discada com velocidade máxima, cada minuto de áudio demora por volta de 25 minutos para ser transmitido. Foi por causa desta limitação de transmissão que surgiu o MP3 (ou MPEG Layer 3), formato de codificação capaz de compactar um arquivo PCM (Pulse Code Modulation) de áudio sem compressão em um tamanho compactado até vinte vezes menor do que o arquivo original. A qualidade sonora gerada por este tipo de compressão é muito inferior à dos arquivos originais sem compressão, mas mesmo com qualidade muito inferior este formato se popularizou a ponto de ser o formato dominante em arquivos de áudio hoje.
       Essa popularização aconteceu graças a um programa chamado Napster, que permitia acesso a livrarias de MP3 entre usuários (rede P2P) de forma gratuita (pirata). Este programa mudou a forma de se adquirir música, e graças à péssima qualidade de som dos sistemas de som integrados aos computadores, na época, sua baixa qualidade de áudio passou despercebida. O foco deste padrão de arquivo é a compactação para transmissão, tanto que sua qualidade é medida em kbps (bitrate / taxa de bits) , unidade usada para medir tempo de transmissão por internet e não a qualidade do áudio em si.

        Em resumo, quem espera qualidade máxima de um áudio digital
para reprodução ou trabalha profissionalmente com áudio não leva em consideração o uso de arquivos compactados / comprimidos, ainda mais nos dias de hoje onde há HDs de alta capacidade por um baixo preço e internet banda larga. Os formatos de arquivo sem compressão adequados são .wav, .aiff, .aif, .bwf ou formato de CD ( codificação Red Book audio standard, que só pode ser lida por um CD player).
         No próximo Audiophile News sobre este assunto falaremos sobre a compressão de áudio em estúdio.

       Boas audições a todos, com um som de qualidade, sem compressão!
           
       

 
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