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Número 160

POSICIONAMENTO DE CAIXAS - 9ª. Parte
Cancelamento de Freqüências

Acústica

  Jorge Knirsch
jorgeknirsch@byknirsch.com.br

Introdução

              Audiophile News já publicados a respeito deste assunto: 78 e 87, 118 e 122, e esta nova série: 130, 133, 135, 139, 143, 146, 150 e 154. Neste artigo, vamos continuar o estudo mais importante para nós, audiófilos, que é o problema das ondas estacionárias de uma sala. No último artigo, fizemos uma análise de um diagrama de distribuição modal por terço de oitava, para que todos pudessem utilizá-lo. Através dele, poderemos identificar os prováveis modos estacionários que irão incomodar nossas audições, se não conseguirmos neutralizá-los em nossas salas. Agora, iremos mostrar dois princípios acústicos muito simples e importante.      

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Dois Princípios da Acústica. 

              A reprodução sonora das caixas acústicas, em uma sala, vai depender de vários fatores, dos quais os principais, em ordem de importância, são:

  • O volume da sala e a relação entre as suas dimensões;

  • As superfícies do ambiente, que poderão ser reflexivas, absortivas, ou difusas;

  • A posição das caixas na sala, considerando-se a DPF (distância da face frontal das caixas até a parede do fundo) e a DPL (distância da face frontal das caixas até as respectivas paredes laterais), ambas já apresentadas no Audiophile News 139. E, além disso, levando-se em conta também a simetria do posicionamento das caixas no ambiente;

  • A própria curva de resposta das caixas acústicas e, finalmente,

  • O sistema de reprodução como um todo.           

             Notem que o volume da sala é um dos mais importantes fatores que afetam a reprodução sonora. Cada um desses fatores mencionados interage no som, de forma que a curva de resposta final do sistema se torna uma conjugação bastante complexa, decorrente da atuação de todos esses fatores concomitantemente. E é isso o que ouvimos na nossa sala.

             Como podemos perceber, o posicionamento das caixas acústicas se reveste de uma importância muito grande na reprodução e está em terceiro lugar na nossa lista acima. A distância da face frontal das caixas para a parede do fundo (DPF) e também a distância da face frontal das caixas para as respectivas paredes laterais (DPL) influem sobremaneira sobre a resposta dos graves (20Hz a 160Hz). Isto ocorre independentemente das superfícies serem reflexivas, absortivas ou difusas, devido ao comprimento de onda do grave ser grande e variar de 17,20m a 2,15m.
            Ocorre agora um fenômeno interessante que algumas freqüências, emitidas pelas caixas acústicas, poderão ser canceladas, dependendo das medidas DPF e DPL, ou seja, dependendo das distâncias que essas freqüências têm para percorrer até chegarem às paredes. Toda vez que um quarto do comprimento de onda, de uma freqüência emitida, corresponder à distância DPF ou à distância DPL, esta freqüência será cancelada ou, se não, pelo menos será fortemente atenuada. Isto porque quando a onda bate na parede ela é refletida, e vem de volta com a mesma intensidade com que foi emitida, porém agora caminhando em sentido oposto, o que dá o cancelamento sonoro desta freqüência. Como o grave é omnidirecional, isto é, como ele se propaga de forma esférica, em todas as direções, este cancelamento pode ocorrer tanto para a distância DPF como também para a distância DPL. Na verdade, este fenômeno ocorre também com a distância para o teto e para o chão, e também para a parede atrás do ouvinte. Mas como estas medidas são todas grandes, com exceção da distância do woofer para o chão, a freqüência cancelada normalmente é muito pequena, já bem próxima de ficar fora do nosso campo de audição, dependendo das dimensões da sala. Quanto à distância do woofer para o chão, o projetista das caixas já a levou em conta, no projeto das caixas, de forma a otimizar a curva de resposta das caixas.


           
Vamos dar um exemplo de cancelamento de freqüências: se uma caixa acústica estiver colocada numa posição em que a DPL seja igual a 1,0m a freqüência de 86Hz será cancelada. Explicando, há uma lei, da física do som, que diz que o comprimento de uma onda, multiplicado pela sua freqüência é uma constante, igual à velocidade do som. Podemos dizer esta mesma verdade de outra maneira: a velocidade do som (= 344m/s a 20 graus C) dividida pelo comprimento de onda é igual à freqüência desta onda. Ou seja, 344/(1X4) = 86Hz.
             No próximo Audiophile News vamos tomar destas propriedades da física do som e usá-las para atenuarmos as ondas estacionárias que mais nos incomodam em nossas salas de audição.

             Um grande abraço a todos e boas experiências para vocês, sem ressonâncias na sala!

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